Sobre

 

As palmeiras de Babaçu são um símbolo de luta pelos direitos de centenas de homens e mulheres do campo. Entre os Estados do Pará, Maranhão, Tocantins e Piauí as palmeiras crescem em abundância. 

Aproximadamente 400.000 famílias dependem da venda e do consumo de produtos derivados do Babaçu. Mais de 90% das extratoras do babaçu são mulheres. A partir dos anos 60 o acesso às Palmeiras ficou cada vez mais difícil. Grandes latifundiários começaram a cercar as terras, desmatar e impedir a aproximação das "Quebradeiras" de coco aos babaçuais, muitas vezes de forma violenta. Como reação, as quebradeiras organizaram-se e fundaram um movimento interestadual para a preservação e acesso aos babaçuais. Depois de muita luta foi aprovada em 1997 a lei do "Babaçu Livre" que garante a livre circulação das quebradeiras mesmo em propriedade privada. Infelizmente somente 10.000 quebradeiras são diretamente beneficiadas pela lei, uma vez que muitos fazendeiros não permitem a entrada de quebradeiras em suas propriedades. 

Desde 2010 a Fundação Cooperaxion acompanha diversas comunidades quilombolas no município de Codó.  Juntos trabalhamos pela promoção de novas perspectivas sociais e econômicas no campo, buscando minimizar o êxodo rural de jovens homens e mulheres. O processamento do óleo do babaçu, extraído da amêndoa, é uma importante fonte de renda para as famílias da região. Em 2011 foi criada na área de assentamento PA Monte Cristo a Cooperativa dos Agricultores e Agricultoras Familiares Agroextrativista de Codó - COOAAFA. Com 24 membros ativo-a-s ela beneficia mais de 2.000 quebradeiras em toda região. Além do óleo para produção de cosméticos, a cooperativa produz o óleo prensado a frio, sabonete, sabão, mesocarpo de coco babaçu e uma nutritiva ração animal, conhecida como torta. 

© COOAAFA - Cooperativa Dos Agricultores e Agricultoras Familiares Agroextrativista  de Codó

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